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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

"TRIPLO A" - O QUE É? PORQUE BOLSONARO FOI CONTRA?



Recentemente nosso presidente eleito recomendou ao futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a não realização no Brasil da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (a COP 25), que discutiria as alterações climáticas no mundo e ações para redução do efeito estufa. 

Fiquei contrariado, a princípio, e me pus a pesquisar sobre o assunto, já que o Ministério das Relações Exteriores, em seguida,  divulgou nota onde o governo brasileiro retirou a oferta para sediar a conferência.

Querendo entender os porquês, fui saber que entre a pauta da conferência da ONU, estaria  a ideia de criar o Corredor Andes-Amazônia-Atlântico (Triplo A ou  AAA), ao qual desconhecia o teor e mesmo que já estaria tomando corpo avançando nos últimos meses.



Busquei literaturas e descobri que Corredor Ecológico ou corredor de Biodiversidade seria uma faixa de vegetação que ligaria grandes fragmentos florestais e unidades de conservação separados pela atividade humana, isso para que nesse espaço ficassem garantidos o deslocamento da fauna entre as áreas isoladas, sua troca genética e a dispersão de sementes, visando, essencialmente, mitigar os efeitos da fragmentação dos ecossistemas e da interrupção do fluxo de espécies entre esses fragmentos naturais, impactados pela atividade humana.(Até ai.... LINDO).

Ocorre que o conceito de Corredor Triplo A foi preparado na Colômbia e, casualmente a ideia foi do ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos, em parceria com a Fundação Gaia Amazonas, sediada em Bogotá. Pronto, minha desconfiança patriótica acendeu a luz amarela. 



Amarelei minha perspectiva pois sei que, estrategicamente, a Colômbia, possui sete bases militares americanas operantes, e ao ficar sabendo que se trata de um projeto de longo prazo, já me inquietei, pois quem me garante que a ideia e os interesses embutidos não irão evoluindo, até que entidades internacionais atuantes com a ONU, questionem nossa capacidade de proteção e gestão desse território, eleito como patrimônio mundial?

Aliemos a isso que, estranhamente, é costume internacional, delimitarem-se corredores com largura máxima de 1 km, mas nesse acordo, em particular, varia entre 50km e 500km. Isso é realmente suspeito!

Também estranho me pareceu que geograficamente, com esse Triplo A, uma pequena parcela da Amazônia Venezuelana seria coberta, também outra metade da Amazônia colombiana estaria contemplada, entretanto, do lado brasileiro, o corredor cobriria toda a calha norte do rio Amazonas, com 62 Unidades de Conservação e 81 reservas indígenas.  

Assim sendo, o acordo seria oficializado em 62% por território brasileiro, 34% por território colombiano e 4% por território venezuelano, contudo, apesar das grandes diferenças de espaço, para minha estupefação, a “gestão do corredor” seria tripartite. 

Aí, companheiros é que mora o perigo! Nosso Brasil, o mais afetado,  teria o mesmo poder de voto e decisão que os dois outros territorialmente  minoritários pois qualquer votação poderia ser decidida por maioria simples de 2x1, o que facilitaria intervenção estrangeira na nossa Amazônia.

Aliemos a isso o fato desse projeto envolver o questionável conceito de “autogestão dos povos indígenas”, uma perspectiva de autodeterminação dos índios, a meu ver, muito interessante a países estrangeiros, o que poderia daqui a algum tempo, leva-los a eleger qualquer outro país para lhes dar suporte e é aí que reside a maldade do discurso, pois esse fato contraria frontalmente cláusula  pétrea da Constituição que é a “indivisibilidade do Brasil”.

Guardo comigo receios de que essas premissas internacionais, ditas exclusivamente ambientais,  possam esconder interesses estrangeiros bem mais nebulosos, que podem tomar ares de  uma verdadeira ocupação. 

Se olharmos de fora, com nacionalismo e um pouco de senso crítico, isso seria a semente de uma ocupação da Amazônia, visando isolá-la do resto do Brasil e fornecendo ferramentas para diversas ONGs internacionais, atuarem sem fiscalização do governo federal, com pleno acesso a enormes reservas de água, minérios e biodiversidade. Em resumo, teríamos toda essa riqueza “gerida” por povos indígenas, facilmente manipuláveis enganados por outros países.

Segundo nosso General Villas Boas, o “Corredor Triplo A” é uma questão de soberania, e sua missão como Comandante do Exército, preocupado com interesses nacionais, é indicar os riscos dessa proposta para o país. Precisamos discutir profundamente com a sociedade. A NOSSA SOCIEDADE! Portanto, depois de buscar entender os processos, eu dou completa e total razão ao nosso presidente Eleito!

(Auceri Becker Martins – Cel QOPM)

Projeto Triplo A

http://www.defesaaereanaval.com.br/corredor-ecologico-triplo-a-o-pesadelo-da-perda-da-amazonia-existe-e-agora-tem-mapa-programa-e-justificativa/


Corredor Ambiental Triplo A
http://www.codigoflorestal.com/2018/01/amazonia-internacional-conheca-o.html

Corredor Andes - Amazônia - Atlântico

https://pt.wikipedia.org/wiki/Corredor_Andes-Amaz%C3%B4nia-Atl%C3%A2ntico

sábado, 1 de dezembro de 2018

SÁBADO DE TENSÃO NA FRANÇA, O PAÍS VIVE UMA ONDA DE PROTESTOS DOS "COLETES AMARELOS" CONTRA O GOVERNO DE MACRON QUE COBRAM SUA SAÍDA



Os coletes amarelos desafiaram novamente neste sábado o Governo francês. Pelo terceiro fim de semana consecutivo, o movimento que nasceu para reivindicar a redução do preço dos combustíveis se manifestou em Paris e outras cidades da França. Uma concentração no Arco do Triunfo, ao norte da avenida dos Champs Élysées da capital francesa, logo descambou para confrontos violentos com a polícia. Um edifício desta zona chegou a ser incendiado pelos manifestantes. A polícia informou que 205 pessoas foram detidas. Há 92 feridos, segundo o jornal 'Le Monde'.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontra na Argentina participando do G20, continua sem encontrar a fórmula para desativar uma revolta com um grito comum: “Macron, demissão” (Macron, démission, em francês).




Paris viu novamente as cenas de tensão que marcaram o protesto de 24 de novembro. A diferença, desta vez, era que as forças da ordem controlavam todos os acessos aos Champs Élysées. As lojas, exceto os restaurantes de comida rápida, cobriram as vitrines para protegê-las da destruição.

Muitos coletes amarelos —a emblemática prenda fluorescente que os motoristas precisam ter em seus veículos— preferiram não entrar na avenida, que uma semana atrás se converteu num campo de barricadas e chamas. Havia apenas algumas centenas no local.

Toda a tensão se transferiu para o Arco do Triunfo, o monumento no extremo norte dos Champs Élysées onde arde a chama ao soldado desconhecido. Grupos de manifestantes lançaram objetos em direção à polícia, que respondeu com gases lacrimogênios. Houve monumentos pixados e carros incendiados. Os manifestantes —quase todos com coletes amarelos — se dispersaram pelas avenidas e ruas vicinais.

Outros seguiram por ruas paralelas para o bairro da Ópera e a rua Rivoli, no outro extremo da Champs-Élysées. Ao mesmo tempo, era realizada uma manifestação sindical na praça da República, a cinco quilômetros do local do protesto “amarelo”.



Por volta do meio-dia, o ministro do Interior, Christophe Castaner, contabilizou 36.500 manifestantes em toda a França, incluindo 5.500 em Paris. Se fosse confirmado até o fim do dia, seria um total muito modesto, inferior ao do sábado passado. O que inquieta o Governo francês não é tanto a dimensão dos protestos − desde que começaram, há duas semanas, em nenhum momento foram manifestações de massa, e sua adesão foi caindo −, mas sim sua popularidade entre o restante da população. Cerca de 75% dos franceses simpatizam com os coletes amarelos.

A mensagem de Macron, até agora, foi dupla. Por um lado, diz entender o mal-estar dos coletes amarelos com a queda do poder aquisitivo e as desigualdades sociais e territoriais. Do outro, reitera suas reformas e se nega a ceder, tanto em relação à exigência original do movimento − a revogação do aumento do imposto sobre o diesel, que deve entrar em vigor em janeiro − como ao leque de reivindicações variadas e em grande parte fora da realidade, que vão da redução de todos os impostos até a demissão do presidente.

O Governo cruza os dedos para que o movimento perca força ou os integrantes violentos acabem por desacreditá-lo. Os grafites ofensivos contra Macron no próprio Arco do Triunfo, e o caos ao redor desse templo republicano, podem prejudicar a imagem do movimento.



“A vontade declarada e assumida de atacar as nossas forças da ordem e os símbolos de nossos países são um insulto à República”, disse Castaner. Alguns coletes amarelos e políticos que simpatizam com eles denunciam os elementos violentos como grupos externos e culpam o Governo por focar neles para demonizar todos os demais. Ao ser um movimento tão heterogêneo e sem a organização de um sindicato ou partido – para ser colete amarelo, basta colocar um –, qualquer grupo violento pode reivindicá-lo.

Políticos de todas as correntes – exceto o partido de Macron – tentaram se aproximar dos ativistas. Entre eles Marine Le Pen, presidenta do Reagrupamento Nacional (partido herdeiro da extrema-direita da Frente Nacional) e Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa, o partido da esquerda populista. O antecessor de Macron na Presidência, o socialista François Hollande, também conversou com os manifestantes e expressou sua simpatia.

O Governo francês também gostaria de falar com eles, mas está sendo difícil. Na sexta-feira, o primeiro-ministro Édouard Philippe convidou uma delegação ao palácio de Matignon, sede governamental. Só dois representantes compareceram. E um deles foi embora antes da reunião porque exigia que a conversa fosse transmitida ao vivo nas redes sociais. Philippe recusou.

Fonte: Le Monde

LICA, DE EXCLUÍDO POR SER PORTADOR DO HIV A MAIOR GOLEADOR DAS AMÉRICAS



Há duas décadas, Eduardo Esídio recebeu o diagnóstico que poderia ter encerrado precocemente sua carreira no futebol. Teste de HIV: positivo. Até então, ele se preparava para o maior desafio da trajetória como jogador. Havia sido contratado pelo clube mais popular do Peru, que amargava um jejum de cinco anos sem títulos nacionais. Mas o sonho do atacante de triunfar no estrangeiro esbarrou no preconceito. Ao saber do resultado do exame, o Universitario o dispensou antes mesmo da estreia. Dirigentes não queriam contar com “um doente” no time.

Conhecido como Lica, nascido em Santa Rita do Passa Quatro, no interior paulista, o canhoto Eduardo Esídio rodou por clubes pequenos do Brasil até receber uma proposta do não menos modesto Alcides Vigo, da capital peruana. No primeiro semestre em Lima, não evitou o rebaixamento da equipe para a segunda divisão, mas os seis gols que marcou foram suficientes para chamar a atenção do maior campeão do país, o Club Universitario de Deportes. Naquela altura, já tinha 27 anos e encarava a mudança como a chance de ouro de sua carreira.



Passou por uma bateria de exames médicos antes da pré-temporada. Quando vivia a expectativa pelo início dos treinos, recebeu a notícia, em 15 de janeiro de 1998, de que o clube havia feito, sem ele saber, um teste de HIV com suas amostras de sangue. A contraprova detectou sorologia reagente para o vírus. O atacante entrou em desespero. Pegou o primeiro voo rumo ao Brasil. Durante a viagem, desejou várias vezes que o avião caísse, para acabar logo com o pesadelo.

Antes de chegar a Santa Rita do Passa Quatro, um dirigente do Universitario vazou a informação de que Eduardo Esídio “estava doente, tinha Aids”, segundo suas palavras, que rapidamente correram o noticiário. A família de Lica ficou sabendo do diagnóstico pela televisão, da forma mais sensacionalista possível. O pai, Adão Esídio, passou mal. Todavia, ao recobrar os sentidos, deu apoio para que o filho superasse a adversidade e seguisse no futebol. Lica, então, realizou exames mais detalhados, que constataram que ele era portador assintomático do HIV. Não tinha Aids, como havia dito o cartola de seu clube, tampouco manifestava qualquer sintoma que o impedisse de jogar.

Decidiu voltar ao Peru. No entanto, ao se reapresentar no Universitario, descobriu que o presidente Alfredo González havia rescindido seu contrato. Nessa época, o HIV ainda era um mito que causava assombro no Peru do ditador Alberto Fujimori. Em 15 anos, desde 1983, o país tinha contabilizado mais de 8.000 infecções pelo vírus. O índice de mortalidade dos casos que evoluíam para a Aids era um dos maiores da América Latina. Para evitar uma epidemia, o Governo peruano baixou em 1996 uma lei federal que, além de focar na prevenção, impedia que pessoas diagnosticadas com HIV fossem demitidas do trabalho.

Baseado na legislação, Eduardo Esídio acionou a Justiça para restabelecer o vínculo com o Universitario. Foram três meses de batalha nos tribunais até o clube ser obrigado a readmiti-lo. Porém, o caminho aos gramados não seria fácil. A Federação Peruana relutava em registrar seu contrato. Havia resistência até mesmo dentro do próprio elenco dos cremas. “Seria melhor ele ter ficado no Brasil. Os jogadores estão com medo”, afirmou o diretor de futebol Miguel Silva, referindo-se aos atletas que tinham receio em dividir o vestiário com Lica por causa do HIV. Aos companheiros, o atacante não cansava de repetir: “Eu tenho um vírus no meu corpo, mas não sou doente”.

Graças à intervenção do técnico argentino Osvaldo Piazza, que defendia a integração de Lica e pregava que, independentemente do rótulo de portador do HIV, deveriam tratá-lo como um ser humano, o brasileiro conseguiu a aceitação dos colegas. Mas a Federação Peruana só concordou em inscrevê-lo após a apresentação de laudos médicos, um deles assinados pelo ministro da Saúde, Marino Costa, atestando que a presença do atacante em campo não exporia outros jogadores ao risco de infecção pelo vírus. Assim, ele finalmente estreou pela La U no fim de abril de 98, sob holofotes da mídia que o chamava de “Magic Johnson do futebol”.



Sete anos antes, o astro do basquete norte-americano havia declarado ser soropositivo em um pronunciamento à imprensa. Na mesma temporada, Johnson disputou o Jogo das Estrelas à revelia de vários jogadores da NBA, que temiam ser infectados pelo HIV com um possível corte ou sangramento provocado durante a partida. Ele ainda ganhou a medalha de ouro na Olimpíada de 1992, em Barcelona, com o Dream Team dos Estados Unidos. Mas sua carreira nas quadras acabou interrompida devido à crescente objeção das equipes rivais.

Lica viveu situação semelhante no Peru. Juan Carlos Oblitas, lenda do futebol local e então treinador da seleção, era um dos principais opositores à participação do brasileiro na liga peruana. Dizia abertamente que “se fosse jogador, jamais dividiria uma bola de cabeça com Esídio”. Nas entrevistas depois dos jogos, o atacante não era questionado sobre gols e desempenho, mas sim sobre a suposta “doença” que o acompanhava. “Não tenho vergonha de dizer que sou soropositivo. Essa não é uma cruz que eu vou carregar”, rebatia.

Recordista de gols e símbolo no enfrentamento ao preconceito

Médicos do clube e até autoridades em saúde peruanas o desaconselhavam a seguir jogando. Consideravam sua aventura pelo esporte de alto rendimento um risco para ele e para os adversários. Esídio se lembrou da história de um atacante que seu primo Nilson Pirulito, ex-jogador com passagens por grandes times brasileiros, enfrentara no início dos anos 90. Gérson, goleador que despontou no Atlético-MG e foi campeão da Copa do Brasil com o Internacional, também era portador do HIV. Morreu aos 28 anos, em 1994, abandonado pelo clube colorado após o diagnóstico. Lica estava determinado a não ter o mesmo destino de Magic Johnson, muito menos o de Gérson. Com o vírus controlado, Esídio, evangélico convicto, se apegava apenas à fé. “Deus me faz sentir uma pessoa normal.”

Logo no primeiro ano em ação pelo Universitario, foi o artilheiro, com 25 gols, da campanha que levou o clube ao título nacional. Havia perdido muitos amigos durante sua jornada, que se afastaram depois de saber sobre o HIV, mas ganhou a admiração incondicional da maior torcida do Peru. Na Copa Libertadores de 1999, entretanto, voltou a ser discriminado. Em um jogo contra a Universidad Católica, em Santiago, Esídio se chocou pelo alto com um zagueiro e ambos começaram a sangrar. Embora seja bastante improvável o risco de contágio pelo vírus em ocasiões como essas, jogadores chilenos exigiram ao árbitro que o brasileiro fosse retirado da partida. Antes do Universitario enfrentar o Vélez Sarsfield, da Argentina, pelas oitavas de final, o lateral Federico Domínguez demonstrou o descontentamento de seu time. “Não somos contra os portadores [do HIV], mas é muito difícil enfrentar um deles no futebol profissional. E se houver um choque e ele sangrar de novo?”

Contrariando prognósticos e preconceitos, Lica festejou seu casamento no mesmo ano em que se sagrou bicampeão pelo Universitario. A temporada seguinte seria o ápice da carreira. Além do tricampeonato, ele anotou 37 gols, um recorde no país e na América. Em 2000, somente Jardel, do Porto, marcou mais vezes (38) que ele em ligas nacionais de primeira divisão. Consagrado, Esídio se transferiu para o Alianza Lima, rival da La U, onde voltou a conquistar o título peruano, dessa vez ao lado do ex-são-paulino Palhinha e sob o comando do técnico Paulo Autuori, no ano do centenário do clube. Sua última temporada como jogador foi em 2006, defendendo o União Barbarense na segunda divisão paulista.

Hoje, aos 48 anos, Eduardo Esídio vive em Santa Rita do Passa Quatro com a filha e a mulher, Soraya. Ele não fala sobre o vírus. Prefere exaltar as glórias que viveu no Peru. “Fiz história e fui muito feliz por lá. Sou grato ao povo peruano, que me acolheu como se eu tivesse nascido no país”, diz. Seu recorde só foi quebrado no início de novembro deste ano —o argentino Emanuel Herrera fez 39 gols pelo Sporting Cristal. De qualquer forma, o nome de Esídio permanece marcado como o primeiro jogador com HIV a atuar profissionalmente no futebol. E, como o próprio Ministério da Saúde peruano reconheceu, a imagem do goleador abraçado por crianças e reverenciado por torcedores de todo o país mostrou que o estigma de “doentes” que ronda os portadores do vírus é uma cruz que eles não devem carregar.

Fonte: El País Brasil

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

GOLPE DO INDULTO: COM DISPARIDADE DE VOTOS, INDULTO NATALINO EDITADO PELO PRESIDENTE MICHEL TEMER É APROVADO NO STF POR 6 X 2, "SUPREMA CORTE ACOVARDADA"



A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (29) a favor da validade do decreto de indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado. No entanto, o julgamento foi suspenso por pedidos de vista dos ministros Dias Tofffoli e Lux Fux.

Com o adiamento, continua valendo a liminar proferida pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu parte do texto do decreto.

Apesar da maioria formada, os ministros começaram a discutir no fim da sessão se o resultado poderia prevalecer mesmo após o ministro Luiz Fux pedir vista do processo, fato que provocaria a suspensão do julgamento.

A proposta de continuidade foi feita pelo ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da validade. Após um impasse na questão, o presidente, Dias Toffoli, pediu vista.

A sugestão foi criticada pelo ministro Barroso. Segundo o magistrado, o pedido de vista deveria ser respeitado pela Corte e o julgamento suspenso.

“Todo sabe o que está acontecendo aqui e todo mundo sabe o que eu penso”, afirmou Barroso.

A ministra Rosa Weber também defendeu a suspensão do julgamento e disse que a situação causou constrangimento aos ministros.

Mais uma vez o Brasil assiste atônito um circo armado pela suprema corte de "ministros" ínfimos, capazes de se promoverem (aumentando seus salários) e livrando condenados da justiça por meio de manobra duvidosa do atual presidente do país, que integra o time de investigados da justiça por crimes cometidos. A quem interessa "O GOLPE" do INDULTO NATALINO? 

COMO O PROGRESSO TRANSFORMA A ESCASSEZ EM ABUNDÂNCIA - A ÁGUA DE ISRAEL E OS ELEMENTOS QUÍMICOS, SERIA ESTE UM DOS MOTORES PARA SALVAR O NORDESTE BRASILEIRO DA SECA?



O grande psicólogo e linguista canadense Steven Pinker publicou um livro intitulado Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress (Iluminismo já: em defesa da razão, da ciência, do humanismo e do progresso). A esquerda não gostou. Dentre as críticas mais leves, Pinker foi criticado por seu "otimismo excessivo".

O site Open Democracy — financiado por George Soros, pelo ministério de relações exteriores da Noruega, pela Fundação Rockefeller e pela Fundação Ford — afirmou que Pinker não está devidamente preocupado com o esgotamento dos recursos naturais do planeta, incluindo as reservas de água doce. O site ainda culpa o psicólogo de Harvard por "abraçar a crença neoliberal e tecnocrática de que uma combinação entre soluções de mercado e arranjos tecnológicos irá magicamente resolver todos os problemas ecológicos".

Mas, adivinhe só? Arranjos tecnológicos em conjunto com soluções de mercado realmente são, sim, uma crucial parte dos esforços da humanidade para tentar superar os desafios ambientais. E, se você não estiver convencido, apenas veja os esforços de dessalinização empreendidos em Israel (ver mais abaixo).

O progresso não é mágico, mas é quase


O site progressista aponta algumas tendências ambientais preocupantes, dentre elas "o aumento nas emissões de CO2; o declínio no volume de água doce disponível; o aumento no número de zonas mortas nos oceanos; o escoamento de fertilizantes artificiais".

Pinker, vale enfatizar, não nega a existência destes desafios. "O progresso", escreve ele,


Não é o mesmo que mágica. Sempre há abalos, atrasos e retrocessos. ... Claramente temos de estar preocupados com o pior dos retrocessos possíveis, como uma guerra nuclear, bem como com o risco de reveses permanentes, como o pior dos cenários previstos para as mudanças climáticas.
Peguemos, por exemplo, a oferta de água doce. Entre 1962 e 2014, o volume de recursos hídricos renováveis por pessoa caiu de 13,4 metros cúbicos para 5,9 metros cúbicos (graças também ao crescimento populacional). No entanto, vale lembrar que 71% da superfície da Terra é coberta por água.

Logo, o que é necessário nas áreas mais afetadas por secas, como o norte da África e Oriente Médio, é um processo financeiramente viável de dessalinização que separe as partículas de sal das moléculas de água. Israel é pioneiro em um método de dessalinização que faz com que a água doce consumida pelos lares israelenses seja 48% mais barata que a água doce consumida pela população de Los Angeles.

A dessalinização, escreve Rowan Jacobsen na Scientific American,


ocorre ao se pressionar água salgada através de membranas contendo poros microscópicos. A água atravessa a membrana, ao passo que as moléculas de sal, que são maiores, ficam retidas.

No entanto, os microorganismos contidos na água do mar rapidamente colonizam as membranas e bloqueiam os poros, de modo que controlar esses microorganismos requer uma limpeza periódica, quimicamente intensiva e, por isso, cara.

Porém, o cientista israelense Bar-Zeev e seus colegas desenvolveram um sistema livre de produtos químicos utilizando pedras lávicas porosas para capturar os microorganismos antes de eles chegaram às membranas... Israel hoje obtém 55% de sua água doméstica por meio da dessalinização [dados de 2016; em 2018 o valor já subiu para quase 80%], e isso ajudou a fazer com que um dos países mais secos do mundo se transformasse no mais improvável pioneiro das águas.


A livre iniciativa não é um problema; é a solução


O artigo da Open Democracy também criticou Pinker por "não levar em conta os agentes estruturais do esgarçamento ambiental: um economia global baseada no crescimento e dependente de uma cada vez maior monetização dos recursos naturais e da atividade humana".

Mas a realidade é que a livre iniciativa não é o problema. É a solução. Como mostra a questão da água em Israel, a escassez relativa gera preços altos. Preços altos criam incentivos para se pensar em inovações. E inovações geram abundância.

A escassez se converte em abundância por meio do sistema de preços, que é o componente mais fantástico e surpreendente de uma economia de mercado, e o qual irá funcionar sempre que uma economia respeitar a propriedade privada e a liberdade de transacionar.

Nas economias mais livres, os recursos não são "exauridos", como temem os progressistas (e isso é comprovado pelo fato de que a Terra ainda não viu um único recurso não-renovável ser extinto). E não há esse exaurimento porque a totalidade dos nossos recursos, o que inclui a água doce, não é fixa. Sim, o número total de átomos na Terra é finito, mas as maneiras nas quais esses átomos podem ser combinados e recombinados são infinitos.

De novo: não apenas a oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis não só não é algo fixo e determinado, como, ao contrário, pode ser substantivamente aumentada por um considerável período de tempo.

Por exemplo, a oferta de ferro como um recurso natural economicamente utilizável era de zero para o povo da Idade da Pedra. O ferro passou a ser um recurso natural economicamente utilizável somente após terem descoberto alguma utilidade para ele e após terem percebido que o ferro poderia contribuir para a vida e bem-estar do homem ao ser forjado em vários objetos.

A oferta de ferro economicamente utilizável era ínfima quando ele podia ser extraído somente por meio de escavação com pás. Ela se tornou substantivamente maior quando escavadoras mecânicas e de motor a vapor substituíram as pás manuais. E se tornou ainda maior quando se descobriram métodos para separar o ferro de compostos contendo enxofre.

E quando este ferro foi separado de elementos como oxigênio e enxofre e recombinado com outros elementos como cromo e níquel para formar os automóveis, os eletrodomésticos e as vigas de aço que sustentam prédios e pontes, ele se tornou muito mais útil e valioso para a vida e bem-estar humano do que o mesmo ferro soterrado, intocado e inutilizado no subsolo.

O mesmo é válido para o petróleo e o carvão trazidos para a terra e utilizados para gerar calor, iluminar casas e fornecer energia para as máquinas e ferramentas do homem. O mesmo também é válido para todos os elementos químicos que se transformaram em componentes essenciais de produtos importantes quando comparados ao que eram esses mesmos elementos quando jaziam inertes no subsolo.

E assim tem sido, e continuará sendo, para todo e qualquer recurso natural economicamente utilizável; sua oferta aumentou e poderá continuar aumentando por um período de tempo indefinido. A oferta de recursos naturais economicamente utilizáveis irá se expandir à medida que o homem for aumentando seu conhecimento em relação à natureza e aumentando seu poder físico sobre ela.

Por tudo isso, o que importa não são os limites físicos do nosso planeta, mas sim a liberdade humana para experimentar e reimaginar o uso dos recursos naturais que temos à disposição. Como escreveu o professor da Universidade de Nova York Paul Romer:


Para se ter uma ideia do tamanho do escopo que ainda há para novas descobertas, podemos fazer o seguinte cálculo.

A tabela periódica contém aproximadamente cem tipos diferentes de átomos. Se pegarmos uma receita simples, do tipo que combina apenas dois elementos — como para formar o aço (ferro e carbono) ou o bronze (cobre e estanho) —, então há 100 x 99 receitas possíveis para apenas dois elementos.

Para receitas que envolvem quatro elementos, há 100 x 99 x 98 x 97 receitas possíveis, o que equivale a mais de 94 milhões de combinações. ...

Matemáticos chamam este aumento no número de combinações de "explosão combinatória". Uma vez que você chega a 10 elementos, há mais receitas possíveis do que segundos vividos desde que o Big Bang criou o universo. E, se você for prosseguindo, tornar-se-á óbvio que ainda há muito poucas pessoas na terra e muito pouco tempo desde que surgimos, pois até hoje só tentamos uma ínfima fração de todas as possibilidades.


O progresso é possibilitado pela liberdade


A totalidade dos elementos químicos constitui o ambiente externo material do homem, e é precisamente para aprimorar essa relação que servem a produção e a atividade econômica.

Mas isso pode ocorrer apenas nas economias livres.

Em contraste às economias livres, as sociedades estatizantes, que não respeitam a propriedade privada e as livres transações (e que, por isso, não possuem um sistema de preços minimamente funcional), tendem a tratar os recursos do planeta de maneira muito mais maléfica. A União Soviética e a China maoísta, por exemplo, foram implacáveis agressoras da natureza e de seus recursos, inclusive o mais precioso recurso de todos: os seres humanos.

A maior distinção entre as sociedades livres e as estatizantes está no valor que elas atribuem à vida humana. Sociedades livres tratam os seres humanos como um recurso valioso, pois apenas os humanos são capazes de terem idéias e utilizar sua energia criativa para converter essas idéias em inovações. Por outro lado, sociedades estatizantes tendem a considerar os membros da raça humana como um passivo. Consequentemente, a estrada das utopias estatizantes sempre foi pavimentada por cadáveres.

Dentro do contexto de uma economia de mercado, os seres humanos não apenas utilizam recursos, como também os repõem e os amplificam. As fábricas de dessalinização de Israel fornecem água potável não só para os israelenses, como também para os habitantes da Cisjordânia. Mais ainda: esforços diplomáticos já estão sendo feitos para que a água potável de Israel abasteça também os países árabes vizinhos.

Isso é progresso.

Fonte: Mises Brasil

PEQUENO GIGANTE DA AMÉRICA DO SUL TEM 3º MAIOR CRESCIMENTO DO MUNDO ULTRAPASSANDO O BRASIL EM CRESCIMENTO ECONÔMICO, VEJA



Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai teve no ano de 2013 o terceiro maior crescimento econômico do mundo: 14,1%. O Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%.

A disparidade coincide com a saída do Paraguai do Mercosul. O país foi suspenso temporariamente do bloco econômico em resposta ao processo de impeachment do presidente Fernando Lugo, ocorrido no ano anterior e que foi repudiado pelos países sul-americanos.

Após o retorno do Paraguai ao Bloco, o crescimento saiu de 14% em 2013, para 4,72% em 2014. O crescimento continuou em queda gradual e fechou 2017, com 0,7% de crescimento. Os dados são do Banco Mundial.

Além da saída do Mercosul, o crescimento também está ligado a outros fatores, como a maior diversificação de suas exportações (tentando diminuir sua dependência do Brasil) e uma maior abertura econômica, que inclui uma legislação tributária definida como “simples” em relação a outros países, incluindo o Brasil.

Fonte: Banco Mundial

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O PRESIDENTE "TRAVESSO" MICHEL TEMER SANCIONA REAJUSTE SALARIAL DOS MINISTROS DO SUPREMO CONFORME A MÍDIA NOTICIA




Em carta publicada pela Presidente da Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), Vera Lúcia Deboni, confirma que o Presidente Michel Temer sancionou o reajuste salarial para os ministros do supremo. Com a aprovação da lei, a mesma abrirá precedentes para que toda magistratura brasileira solicite reajuste de salários, assim como sabemos os salários dos deputados é baseado no teto máximo do judiciário, o que não custa acreditar que estes também irão querer chegar ao topo.



Segundo apurou o site "O antagonista" - Apesar de o Planalto ter negado que Michel Temer sancionou o reajuste dos ministros do STF, que terá efeito cascata-tsunami sobre as contas públicas, a Associação dos Magistrados Brasileiros jura que o presidente assinou a estrovenga e que a lei sancionada sairá publicada na segunda-feira.

Alguém está mentindo para alguém. E ai Michel? Vai sair fazendo aquilo que os "pombos" fazem de melhor não é?

"TRIPLO A" - O QUE É? PORQUE BOLSONARO FOI CONTRA?

Recentemente nosso presidente eleito recomendou ao futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a não realização no Brasil d...